O governo, que anda muito alegre e saltitante desde a vitória em Lisboa, resolveu usar esse estimulo para inverter o ciclo negativo em que parecia mergulhar. Para isso anunciou, entre outras coisas, incentivos à maternidade. A medida até seria digna de aplauso se não houvesse nela dois pequenos problemas. Primeiro: não vai incentivar nada. Só um louco é que decide ter um filho com base nos nossos abonos de família. O que as mães portuguesas recebem, mesmo com as alterações, dá quanto muito para alimentar um periquito enfezado. Por isso, quem quer ter um filho em Portugal só pode, como cantava a Simone de Oliveira, faze-lo por gosto.
Segundo: As medidas do governo não são sérias e demonstram que o executivo é bipolar, que é um eufemismo simpático e científico para o mais popular “tem dias que parece que é parvo”. Então, mas faz algum sentido incentivar a maternidade por um lado e fechar maternidades por outro? Vamos que estas medidas surtem realmente efeito e há um baby boom. O que fará o governo? Vai fretar charters para as nossas grávidas irem a Badajoz? Pagará metade da factura do táxi que leve uma grávida a Vigo? Compra ambulâncias com turbo para que as mamãs do interior venham a 230 Km hora ter os seus rebentos ao litoral? Claro que não.
Mas, já que estamos em maré de perguntas, convém igualmente indagar, o que faz o maior partido da oposição perante tudo isto? Dorme como um bebé, pois claro.










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fuiamadeira
Tue 02 Oct 2007 00:21